Extraído de uma planta da família Fabaceae, conhecida cientificamente como Trigonella foenum-graecum. Clinicamente comprovado para apoiar a saúde sexual e os sintomas da menopausa1,2,3. O extrato padronizado de feno-grego a 50% contendo saponinas suporta níveis saudáveis de estradiol em mulheres, como demonstrado em estudos clínicos1,2,3.
1) RAO, A. et al. Influence of a Specialized Trigonella foenum-graecum Seed Extract (Libifem), on Testosterone, Estradiol and Sexual Function in Healthy Menstruating Women, a Randomised Placebo Controlled Study. Phytotherapy Research, 2015. DOI: 10.1002/ptr.5355. – TURNA, B. et al. Women with low libido: correlation of decreased androgen levels with female sexual function index. International Journal of Impotence Research, n. 17, p. 148-153, 2005.
3) Rao, Amanda, et al. “Influence of a specialized Trigonella foenum-graecum seed extract (libifem), on testosterone, estradiol and sexual function in healthy menstruating women, a randomised placebo controlled study.” Phytotherapy Research 29.8 (2015): 1123-1130.
O extrato da casca do pinheiro marítimo francês (Pinus pinaster) é um dos suplementos naturais mais estudados do mundo. Rico em procianidinas, ele atua como um super antioxidante e anti-inflamatório, protegendo as células e melhorando a circulação sanguínea.
Abaixo, separamos três benefícios principais comprovados por estudos clínicos que você precisa conhecer.
O Pinus pinaster age de “dentro para fora”, estimulando o corpo a produzir as moléculas essenciais para uma pele jovem.
O Estudo: Uma pesquisa realizada na Alemanha (Marini et al., 2012) acompanhou mulheres que suplementaram o extrato por 12 semanas.
O Resultado: Houve um aumento de 25% na elasticidade da pele e uma melhora significativa na hidratação (especialmente em quem tinha pele seca).
Como funciona: O estudo comprovou que o extrato ativa os genes que produzem Ácido Hialurônico (aumento de 44%) e Colágeno novo, reduzindo rugas e sinais de cansaço.
Para quem sofre com varizes, inchaço ou sensação de peso nas pernas (insuficiência venosa), este ingrediente é fundamental para a saúde das veias.
O Estudo: Pesquisadores italianos (Arcangeli, 2000) testaram o extrato em 40 pacientes com problemas venosos crônicos.
O Resultado: O grupo que usou o suplemento teve uma redução de 64% no inchaço (edema) e 54% menos sensação de peso nas pernas.
Como funciona: Ele fortalece a parede das veias e capilares, impedindo que o líquido vaze para os tecidos, o que elimina o inchaço e a dor.
Ao melhorar a microcirculação de sangue no cérebro e combater radicais livres, o extrato ajuda na concentração e na capacidade de aprendizado.
O Estudo: Um estudo com estudantes universitários (Luzzi et al., 2011) avaliou o desempenho durante um período de provas de 8 semanas.
O Resultado: Os estudantes que suplementaram tiveram notas 7,6% maiores e uma taxa de reprovação muito menor em comparação aos que não usaram. Testes computadorizados mostraram uma melhora de 52% na atenção sustentada.
Como funciona: Aumenta a oxigenação dos neurônios e reduz o estresse oxidativo, melhorando a memória e a clareza mental.
REFERÊNCIAS
MARINI, A. et al. Pycnogenol® effects on skin elasticity and hydration coincide with increased gene expressions of collagen type I and hyaluronic acid synthase in women. Skin Pharmacology and Physiology, 2012. DOI: 10.1159/000335261.
ARCANGELI, P. Pycnogenol® in chronic venous insufficiency. Phytomedicine, v. 7, n. 5, p. 383-388, 2000. – CESARONE, M. R. et al. Improvement of signs and symptoms of chronic venous insufficiency and microangiopathy with Pycnogenol®: A prospective, controlled study. Phytomedicine, v. 17, n. 11, p. 835-839, 2010.
LUZZI, R. et al. Pycnogenol® supplementation improves cognitive function, attention and mental performance in students. Panminerva Medica, v. 53, n. 3, suppl. 1, p. 75-82, 2011.
NI, Z.; MU, Y.; GULATI, O. Treatment of melasma with Pycnogenol®. Phytotherapy Research, v. 16, n. 6, p. 567-571, 2002.
ROHDEWALD, P. A review of the French maritime pine bark extract (Pycnogenol®), a herbal medication with a diverse pharmacology. International Journal of Clinical Pharmacology and Therapeutics, v. 40, n. 4, p. 158-168, 2002.
A Colina é um nutriente essencial muitas vezes esquecido, mas crucial para a mulher 40+. Durante a menopausa, a produção natural de colina pelo corpo cai drasticamente devido à diminuição do estrogênio. Como o estrogênio ajuda na síntese de colina, sua falta deixa o cérebro e o fígado vulneráveis.
Principais Benefícios:
Proteção contra o “Nevoeiro Mental” (Brain Fog): A colina é a matéria-prima direta para a produção de acetilcolina, um neurotransmissor vital para a memória, aprendizado e foco. A suplementação ajuda a combater os lapsos de memória e a dificuldade de concentração comuns nessa fase.
Saúde do Fígado e Metabolismo de Gordura: Ela atua como uma “transportadora” que retira a gordura acumulada no fígado. Mulheres na pós-menopausa têm maior risco de doença hepática gordurosa (esteatose) justamente pela deficiência de colina e estrogênio.
Redução da Homocisteína: A colina ajuda a quebrar a homocisteína, um aminoácido que, em excesso, aumenta o risco de doenças cardíacas e inflamação sistêmica, preocupações centrais após os 40 anos.
REFERÊNCIAS
1) Fischer, L.M. et al. “Dietary choline requirements of women: effects of estrogen and genetic variation.” American Journal of Clinical Nutrition, 2010.
2) Poly, C. et al. “The relation of dietary choline to cognitive performance and white-matter hyperintensity in the Framingham Offspring Cohort.” American Journal of Clinical Nutrition, 2011.
3) Detopoulou, P. et al. “Dietary choline and betaine intakes in relation to concentrations of inflammatory markers in healthy adults: the ATTICA study.” American Journal of Clinical Nutrition, 2008.
A L-arginina se transforma em óxido nítrico (NO). Dados emergentes indicam que os níveis de óxido nítrico (NO) diminuem em mulheres pós-menopausa em resposta a baixos níveis de estrogênio. O óxido nítrico também desempenha um papel importante na saúde do coração e dos vasos sanguíneos 3. Assim, os pesquisadores acreditam que a arginina, precursora do óxido nítrico, pode auxiliar nos níveis de estrogênio e a melhorar os sintomas da menopausa 1.
1) Karami, M., Lakzaei, F., & Jalali Nadoushan, M. (2019). L-arginine low dose can elevate menopausal estrogen. Shahed University.
2) Yao S-K, Ober JC, Krishnaswami AK, et al. (1992) Endogenous nitric oxide protects against platelet aggregation and cyclic flow variations in stenosed and endothelium-injured arteries. Circulation. 86:1302–09; Cohen RA. (1995) The role of nitric oxide and other endothelium-derived vasoactive substances in vascular disease. Prog Cardiovasc Dis. 38:105–128; Seki J, Nishio M, Kato Y, Motoyama Y, Yoshida K. FK. (1995) 409 a new nitric-oxide donor suppresses smooth muscle proliferation in the rat model of balloon angioplasty. Atherosclerosis. 117: 97–106.
Estudos sugerem que a taurina pode ter propriedades antioxidantes 1 e anti-inflamatórias, o que pode ajudar a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação (muitas vezes associados à menopausa). Tem um efeito regulador na síntese de estrógeno nos ovários 2,3. Além disso, a taurina pode desempenhar um papel na regulação dos neurotransmissores, ajudando a melhorar o humor e a qualidade do sono 4. Mulheres na menopausa têm um risco aumentado de desenvolver distúrbios metabólicos, como obesidade e resistência à insulina. A suplementação com taurina melhora os perfis metabólicos 2.
1. Abud, Gabriela Ferreira et al. “Taurine as a possible antiaging therapy: A controlled clinical trial on taurine antioxidant activity in women ages 55 to 70.” Nutrition (Burbank, Los Angeles County, Calif.) vol. 101 (2022).
2. Roberta de Souza Santos, R., Batista, T.M., Camargo, R.L., Morato, P.N., Leite, N.C., Carneiro, E.M. (2015). Taurine Supplementation Leads to a Disruption in Energy Homeostasis in Menopausal Obese Mice. In: Marcinkiewicz, J., Schaffer, S. (eds) Taurine 9. Advances in Experimental Medicine and Biology, vol 803. Springer, Cham.
3. Li L, Zhang J, Lu C, Wang B, Guo J, Zhang H, Cui S. MicroRNA-7a2 Contributes to Estrogen Synthesis and Is Modulated by FSH via the JNK Signaling Pathway in Ovarian Granulosa Cells.
4. Chen C, Xia S, He J, Lu G, Xie Z, Han H. Roles of taurine in cognitive function of physiology, pathologies and toxication. Life Sci. 2019 Aug 15;231:116584
O boro é um mineral traço essencial envolvido na modulação hormonal, metabolismo ósseo e na regulação de processos inflamatórios. Estudos demonstram que sua suplementação pode aumentar os níveis de estrogênio e testosterona de forma natural, sendo especialmente útil para mulheres na menopausa que enfrentam desequilíbrios hormonais¹²³.
Além disso, o boro atua na retenção de cálcio, magnésio e vitamina D, ajudando na prevenção da osteopenia e osteoporose, condições comuns nessa fase da vida³⁴. Ele também tem potencial para reduzir dores articulares e melhorar a função cognitiva, incluindo atenção, memória e clareza mental⁵.
✅ Contribui para o equilíbrio hormonal (estrogênio e testosterona)¹²
✅ Auxilia na saúde óssea e prevenção de osteoporose³⁴
✅ Reduz dores articulares e inflamações⁴
✅ Pode melhorar a cognição e o humor⁵
REFERÊNCIAS
1. Naghii, M. R., et al. “Comparative effects of daily and weekly boron supplementation on plasma steroid hormones and proinflammatory cytokines.” Journal of Trace Elements in Medicine and Biology, 2011.
2. Nielsen, F. H. “Boron and its role in bone health.” Journal of Trace Elements in Experimental Medicine, 2000.
3. Miljkovic, D., et al. “Boron supplementation improves bone health in humans and animals.” Nutrition Research, 2004.
4. Scorei, R., & Rotaru, P. “Boron-containing compounds as preventive and chemotherapeutic agents.” Medicinal Chemistry, 2011.
5. Penland, J. G. “The importance of boron nutrition for brain and psychological function.” Biological Trace Element Research, 1998.
A Vitamina A é muito mais do que um nutriente para os olhos. Na forma de retinol, ela é considerada o “padrão-ouro” para a pele e um regulador essencial do sistema imunológico. Ela atua diretamente no DNA das células, ordenando que elas funcionem de maneira mais jovem e saudável.
Abaixo, separamos três benefícios principais comprovados por estudos clínicos.
Muitos cremes prometem milagres, mas o retinol tem a capacidade comprovada de reverter o envelhecimento natural, mesmo em idosos.
O Estudo: Pesquisadores da Universidade de Michigan (Kafi et al., 2007) testaram o uso de retinol tópico em 36 idosos (média de 87 anos) para ver se a pele envelhecida ainda podia ser recuperada.
O Resultado: A pele tratada teve uma redução significativa das rugas finas e aumentou a produção de colagénio, ao contrário do grupo placebo que não teve mudanças.
Como funciona: O retinol penetra na célula e estimula a produção de procolagénio (a estrutura da pele) e de moléculas que retêm água (glicosaminoglicanos), preenchendo as rugas de dentro para fora.
A dificuldade de ver em ambientes com pouca luz (cegueira noturna) é um sinal clássico de que os olhos não estão a conseguir regenerar os seus pigmentos.
O Estudo: Um grande estudo comunitário no Nepal (Christian et al., 1998) acompanhou milhares de mulheres grávidas, um grupo de alto risco para problemas de visão.
O Resultado: A suplementação reduziu a incidência de cegueira noturna em 38% (e até 67% nas mulheres que seguiram o tratamento rigorosamente).
Como funciona: A Vitamina A é a matéria-prima para criar a rodopsina, uma proteína nos olhos que nos permite ver quando a luz é fraca. Sem ela, a visão “apaga-se” no escuro.
A Vitamina A é conhecida como a “vitamina anti-infecciosa” porque fortalece as barreiras do corpo contra vírus e bactérias.
O Estudo: Ensaios clínicos clássicos (Sommer, 1986; Barclay, 1987) analisaram o impacto da vitamina em crianças expostas a infecções graves como o sarampo.
O Resultado: A suplementação reduziu a mortalidade infantil geral em 34% e cortou pela metade o risco de morte em casos graves de sarampo.
Como funciona: Ela mantém a integridade das mucosas (do intestino e pulmões), que são a primeira barreira de defesa, e ajuda a produzir anticorpos vitais para combater invasores.
REFERÊNCIAS
KAFI, R. et al. Improvement of naturally aged skin with vitamin A (retinol). Archives of Dermatology, 2007. DOI: 10.1001/archderm.143.5.606.
CHRISTIAN, P. et al. Vitamin A or beta-carotene supplementation reduces but does not eliminate maternal night blindness in Nepal. The Journal of Nutrition, 1998.
SOMMER, A. et al. Impact of vitamin A supplementation on childhood mortality. A randomised controlled community trial. The Lancet, 1986. – BARCLAY, A.J.G. et al. Vitamin A supplements and mortality related to measles: a randomised clinical trial. British Medical Journal, 1987.
A Vitamina E é o principal antioxidante protetor das gorduras do nosso corpo. Como as membranas de todas as nossas células são feitas de gordura, ela é vital para proteger os tecidos contra o desgaste e a inflamação.
Abaixo, separamos três benefícios principais comprovados por estudos clínicos.
Para quem sofre com pele seca, comichão e vermelhidão, a Vitamina E ajuda a acalmar a inflamação e restaurar a barreira da pele.
O Estudo: Um ensaio clínico (Javanbakht et al., 2011) testou o efeito da vitamina E em pacientes com dermatite atópica leve a moderada.
O Resultado: O grupo que tomou Vitamina E teve uma redução de 36% na gravidade dos sintomas (medida pelo índice SCORAD), superando o placebo.
Como funciona: Ela reduz os níveis de IgE (um anticorpo ligado a alergias) e protege as gorduras da pele contra a oxidação, diminuindo a comichão e a irritação.
O fígado é o órgão que mais sofre com o estresse oxidativo, especialmente quando há acumulação de gordura. A Vitamina E é uma das poucas terapias aceites para esta condição.
O Estudo: O famoso ensaio PIVENS (Sanyal et al., 2010) comparou a Vitamina E com medicamentos para diabetes em pacientes com fígado gordo não alcoólico (NASH).
O Resultado: A Vitamina E foi superior ao placebo, melhorando a saúde das células do fígado em 43% dos pacientes e reduzindo a inflamação.
Como funciona: Ela impede que a gordura acumulada no fígado “apodreça” (oxide), prevenindo a morte das células hepáticas e a cicatrização do órgão.
Muitas pessoas tomam antioxidantes, mas a dose certa é crucial para ver resultados reais na proteção do corpo.
O Estudo: Pesquisadores (Roberts et al., 2007) mediram os níveis de oxidação no sangue (F2-isoprostanos) com diferentes doses de Vitamina E.
O Resultado: Foi necessário uma dose mais alta para obter resultados robustos, alcançando uma redução de 49% nos marcadores de dano oxidativo.
Como funciona: A Vitamina E “doa” elétrons para neutralizar os radicais livres, impedindo que eles destruam as membranas celulares e causem doenças cardiovasculares.
REFERÊNCIAS
JAVANBAKHT, M.H. et al. Randomized controlled trial using vitamins E and D supplementation in atopic dermatitis. Journal of Dermatological Treatment, 2011. DOI: 10.3109/09546634.2010.512952.
SANYAL, A.J. et al. Pioglitazone, Vitamin E, or Placebo for Nonalcoholic Steatohepatitis. New England Journal of Medicine, 2010. DOI: 10.1056/NEJMoa0907929.
ROBERTS, L.J. et al. The relationship between dose of vitamin E and suppression of oxidative stress in humans. Free Radical Biology and Medicine, 2007. DOI: 10.1016/j.freeradbiomed.2007.06.019.
O Ferro é o mineral central para a vitalidade. Muitas mulheres chegam à menopausa com as reservas de ferro (ferritina) esgotadas devido a anos de ciclos menstruais ou, mais frequentemente, devido ao sangramento intenso (menorragia) que ocorre na perimenopausa. Sem ferro suficiente, o corpo entra em “modo de economia de energia”, causando fadiga crônica e fragilidade capilar.
Principais Benefícios:
Combate à Fadiga Inexplicável: O Ferro é o componente principal da hemoglobina, responsável por transportar oxigênio para todas as células. Níveis adequados previnem a “fome de ar” celular, combatendo aquele cansaço profundo que não passa nem depois de dormir.
Freio na Queda de Cabelo: A raiz do cabelo (folículo piloso) é extremamente sensível aos níveis de ferritina. Quando o estoque de ferro baixa, o corpo prioriza órgãos vitais e “desliga” o crescimento do cabelo, causando queda acentuada (eflúvio telógeno). A reposição é vital para manter os fios firmes.
Performance Cognitiva: O cérebro consome cerca de 20% do oxigênio do corpo. A deficiência de ferro, mesmo sem anemia grave, reduz a oxigenação cerebral, levando a dificuldades de concentração, irritabilidade e lentidão mental.
REFERÊNCIAS
Moeinvaziri, M. et al. “Iron status in diffuse telogen hair loss among women.” Journal of Research in Medical Sciences, 2009.
Verdon, F. et al. “Iron supplementation for unexplained fatigue in non-anaemic women: double blind randomised placebo controlled trial.” BMJ (British Medical Journal), 2003.
O Zinco é um mineral “regente”. Ele participa de mais de 300 reações enzimáticas no corpo. Na menopausa, sua função mais crítica é a modulação hormonal. Ele é essencial para a síntese de Testosterona (que cai drasticamente e leva a libido junto) e para a manutenção da saúde da pele e cabelo, prevenindo o afinamento dos fios e a flacidez.
Principais Benefícios na Menopausa:
Resgate da Libido e Testosterona: O Zinco é fundamental para a produção de testosterona saudável na mulher. Níveis adequados ajudam a melhorar o desejo sexual, a lubrificação e a vitalidade física, combatendo a “apatia sexual” pós-menopausa.
Antidepressivo Natural: Existe uma alta concentração de zinco nos neurônios do hipocampo (área da memória e humor). A deficiência de zinco está clinicamente ligada à depressão e irritabilidade. Repor zinco ajuda a estabilizar o humor oscilante.
Síntese de Colágeno e Imunidade: O zinco é necessário para a divisão celular rápida. Sem ele, a pele perde a capacidade de se renovar (rugas e flacidez) e o sistema imune enfraquece, deixando a mulher suscetível a infecções recorrentes.
Principais Benefícios na Menopausa:
Ativação do Metabolismo (Efeito T4 para T3): A tireoide produz principalmente T4 (hormônio inativo). Para que o metabolismo acelere e queime gordura, o T4 precisa virar T3. Essa conversão é feita por enzimas dependentes de selênio (desiodases). Sem selênio, o metabolismo trava, facilitando o ganho de peso.
Proteção contra Tireoidite (Hashimoto): Mulheres na perimenopausa têm maior risco de desenvolver problemas autoimunes na tireoide. O selênio reduz os anticorpos que atacam a glândula e protege o tecido tireoidiano do estresse oxidativo.
Redução da Ansiedade: Baixos níveis de selênio estão associados a estados de humor negativos. A normalização dos níveis deste mineral demonstrou melhorar o humor e diminuir a ansiedade, que muitas vezes é confundida com sintoma hormonal, mas é nutricional.
REFERÊNCIAS
Mazaherioun, M. et al. “Effect of Zinc Supplementation on Sexual Function of Postmenopausal Women: A Randomized Controlled Trial.” Journal of Sex & Marital Therapy, 2021.
Wang, J. et al. “Zinc, Magnesium, Selenium and Depression: A Review of the Evidence, Potential Mechanisms and Implications.” Nutrients, 2018.
Wang, N. et al. “Dietary Selenium Intake and Its Association with Body Fat Percentage and BMI.” Nutrients, 2019.
A melatonina é um hormônio naturalmente produzido pela glândula pineal, com papel essencial na regulação do ciclo sono-vigília. Sua produção tende a diminuir com a idade — e especialmente na menopausa, impactando diretamente a qualidade do sono, o equilíbrio emocional e a imunidade¹².
Estudos mostram que a suplementação com melatonina pode melhorar o tempo para adormecer, reduzir despertares noturnos e aumentar a profundidade do sono, sem causar dependência ou ressaca matinal³. Também atua como antioxidante, contribuindo para a saúde cerebral e hormonal⁴⁵.
✅ Auxilia no sono profundo e reparador¹²
✅ Reduz insônia, despertares e fadiga diurna³
✅ Atua como antioxidante e modulador hormonal⁴
✅ Melhora o humor e a regulação emocional⁵
REFERÊNCIAS
1) Brzezinski, A. “Melatonin in humans.” New England Journal of Medicine, 1997.
2) Wade, A. G., et al. “Efficacy of prolonged-release melatonin in insomnia patients aged 55–80 years.” Current Medical Research and Opinion, 2007.
3) Ferracioli-Oda, E., Qawasmi, A., & Bloch, M. H. “Meta-analysis: melatonin for the treatment of primary sleep disorders.” PLOS One, 2013.
4) Reiter, R. J., et al. “Melatonin as an antioxidant: biochemical mechanisms and pathophysiological implications in humans.” Acta Biochimica Polonica, 2003.
5) Srinivasan, V., et al. “Melatonin in mood disorders.” World Journal of Biological Psychiatry, 2010.
O L-triptofano é um aminoácido essencial precursor da serotonina (neurotransmissor do bem-estar) e da melatonina (hormônio do sono). Seu consumo adequado está diretamente ligado à regulação do humor, do sono, da ansiedade e até da saciedade¹²³.
Durante a menopausa, há uma queda natural nos níveis de serotonina, o que pode levar a irritabilidade, ansiedade, insônia e compulsão alimentar. A suplementação com triptofano tem se mostrado eficaz na melhora da qualidade do sono, na redução da ansiedade e no controle da fome emocional³⁴⁵.
✅ Favorece a produção de serotonina e melatonina¹
✅ Reduz ansiedade, irritabilidade e compulsão²³
✅ Melhora o sono, o humor e o equilíbrio emocional⁴⁵
REFERÊNCIAS
1. Fernstrom, J. D. “Effects and side effects associated with the non-nutritional use of tryptophan by humans.” Journal of Nutrition, 2012.
2. Silber, B. Y., & Schmitt, J. A. “Effects of tryptophan loading on human cognition, mood, and sleep.” Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 2010.
3. Jenkins, T. A., et al. “Influence of tryptophan and serotonin on mood and cognition with a possible role of the gut-brain axis.” Nutrients, 2016.
4. Markus, C. R., et al. “Evening intake of α-lactalbumin increases plasma tryptophan and improves morning alertness and brain measures of attention.” American Journal of Clinical Nutrition, 2005.
5. Richard, D. M., et al. “L-Tryptophan: basic metabolic functions, behavioral research and therapeutic indications.” International Journal of Tryptophan Research, 2009.
O magnésio é um mineral essencial para mais de 300 reações bioquímicas no organismo, com papel fundamental na regulação do sistema nervoso, relaxamento muscular, saúde óssea, hormonal e cardiovascular.
Durante a menopausa, sua deficiência é comum e pode agravar sintomas como ansiedade, insônia, cãibras, dores de cabeça, irritabilidade, tensão muscular e fadiga crônica¹²³.
A forma quelada (ex: bisglicinato ou dimalato) oferece maior biodisponibilidade e melhor tolerância gastrointestinal, sendo a mais recomendada para suplementação eficaz e segura⁴.
✅ Reduz ansiedade, irritação e tensão muscular¹²
✅ Melhora o sono e o relaxamento físico e mental³
✅ Ajuda na formação óssea e prevenção de osteoporose⁴
✅ Suporta o equilíbrio hormonal e a energia diária⁵
REFERÊNCIAS
1. de Souza, M. C., et al. “Effects of magnesium supplementation in menopausal women: a randomized clinical trial.” Journal of Women’s Health, 2012.
2. Abbasi, B., et al. “The effect of magnesium supplementation on primary insomnia in elderly: A double-blind placebo-controlled clinical trial.” Journal of Research in Medical Sciences, 2012.
3. Barbagallo, M., & Dominguez, L. J. “Magnesium and aging.” Current Pharmaceutical Design, 2010.
4. Volpe, S. L. “Magnesium in disease prevention and overall health.” Advances in Nutrition, 2013.
5. Nielsen, F. H. “Magnesium, inflammation, and obesity in chronic disease.” Nutrition Reviews, 2010.
A vitamina B6, também conhecida como piridoxina, é essencial para o metabolismo de proteínas, formação de neurotransmissores e regulação do humor, sono e ciclos hormonais.
Na menopausa, seu papel se torna ainda mais relevante por atuar na síntese de serotonina, dopamina e GABA, que afetam diretamente o bem-estar emocional, o controle da ansiedade, da TPM residual e da insônia¹²³.
Além disso, a B6 auxilia no metabolismo do triptofano e potencializa os efeitos da melatonina, funcionando como uma aliada natural no sono e no equilíbrio emocional⁴.
✅ Regula o humor, a ansiedade e a irritabilidade¹²
✅ Potencializa os efeitos do triptofano e da melatonina³⁴
✅ Reduz sintomas da TPM e da menopausa (como sensibilidade e alterações emocionais)³
✅ Dá suporte ao metabolismo energético e o sistema imunológico⁵
REFERÊNCIAS
1. Deijen, J. B., et al. “Vitamin B6 supplementation in menopausal women with depression-related symptoms.” Psychopharmacology, 1992.
2. Kennedy, D. O. “B vitamins and the brain: mechanisms, dose and efficacy—a review.” Nutrients, 2016.
3. Leklem, J. E. “Vitamin B6: a status report.” Journal of Nutrition, 1990.
4. Dakshinamurti, K. “Vitamin B6 in human health and disease.” CRC Press, 1994.
5. McCarty, M. F. “High-dose pyridoxine as an ‘anti-stress’ strategy.” Medical Hypotheses, 2000.
O Inositol é um carboidrato cíclico fundamental que atua como segundo mensageiro celular. Na menopausa, quando a proteção natural do estrogênio contra o diabetes e o ganho de peso desaparece, o Inositol assume um papel de “maestro”, ajudando as células a entenderem os comandos da insulina e dos neurotransmissores cerebrais.
Mecanismos de Ação e Benefícios:
O “Lipoaspiração” Metabólica (Sensibilização à Insulina): A resistência à insulina é a causa número 1 do ganho de gordura abdominal na menopausa. O Inositol melhora a sinalização dos receptores de insulina, facilitando a entrada de glicose nas células para ser queimada como energia, em vez de ser estocada como gordura visceral. Ele atua de forma similar à metformina, mas natural, combatendo a Síndrome Metabólica.
O “Calmante” Bioquímico (Combate ao Pânico e Ansiedade): O Inositol é vital para o funcionamento dos receptores de Serotonina e GABA no cérebro. Estudos mostram que ele é extremamente eficaz em reduzir a frequência e intensidade de ataques de pânico e ansiedade generalizada, ajudando a silenciar aquela “mente acelerada” que impede o relaxamento.
Controle do Colesterol e Triglicerídeos: Além da glicose, o Inositol auxilia no metabolismo lipídico, ajudando a reduzir os níveis de triglicerídeos e melhorar o perfil do colesterol HDL, protegendo a saúde cardiovascular que fica vulnerável após a queda hormonal.
1. Inositol no Combate à Síndrome Metabólica na Pós-Menopausa: Este estudo específico com mulheres na pós-menopausa demonstrou que a suplementação de Myo-Inositol por 6 meses resultou em melhorias significativas na pressão arterial, nos níveis de glicose, triglicerídeos e colesterol, revertendo quadros de síndrome metabólica.
Giordano, D. et al. “Effects of myo-inositol supplementation in postmenopausal women with metabolic syndrome: a perspective, randomized, placebo-controlled study.” Menopause, 2011.
2. Poder Antidepressivo e Anti-Pânico: Um ensaio clínico duplo-cego comparou o Inositol com a Fluvoxamina (medicamento controlado) no tratamento do transtorno do pânico. O Inositol reduziu o número de ataques de pânico de forma tão eficaz quanto o medicamento, mas sem os efeitos colaterais de náusea e cansaço.
Palatnik, A. et al. “Double-blind, controlled, crossover trial of inositol versus fluvoxamine for the treatment of panic disorder.” Journal of Clinical Psychopharmacology, 2001.
3. Inositol e Saúde Tireoidiana: Pesquisas indicam que o tratamento com Mio-Inositol, frequentemente associado ao Selênio, ajuda a reduzir os níveis de TSH e os anticorpos anti-tireoide em pacientes com Tireoidite de Hashimoto, uma condição autoimune muito comum em mulheres na perimenopausa.
Nordio, M.; Basciani, S. “Treatment with Myo-Inositol and Selenium Ensures Euthyroidism in Patients with Autoimmune Thyroiditis.” International Journal of Endocrinology, 2017.